NELASA Espera por novo Presidente

By Valdir Alves
December 28, 2009

NELASA 09

Betinho apela ao envolvimento de entidades oficiais como o Consulado

Razões profissionais e familiares impedem Mário Santos “Betinho” de continuar a dar sua colaboração, como Presidente, à NELASA (New England Luso American Soccer Association).

Por outro lado entende que é altura de dar oportunidade a outras pessoas para assumirem o cargo de Presidente da NELASA.

Mas Betinho promete continuar a dar seu contributo noutras funções. A sua decisão é irreversível. “Sim, a minha decisão de não me recandidatar é difinitiva, mas no entanto meus planos é de continuar a trabalhar oficialmente na Liga”. Betinho deixa uma porta aberta no futuro. “Quem sabe lá mais para frente, daqui a uns anos, poderei estar disponível, outra vez”.

Sem revelar o nome, Betinho confidenciou-nos que já existe um candidato que deverá apresentar a sua candidatura oportunamente. Levantando o véu, apenas disse-nos que se trata de uma pessoa com experiência e que já trabalhou na NELASA. Em jeito de balanço, considera o seu trabalho de positivo, ao fim de 2 anos de mandato que termina no próximo dia 15 de Janeiro. De uma forma geral, a primeira liga cabo-verdiana de futebol nos EUA cumpriu a sua missão. Contudo, há sempre algumas arestas a limar.

Sobre aquilo que correu bem e menos bem, Mário Santos, antigo capitão e dirigente do Fidjus Terra (se, se referir à Direcção Executiva), gostaria de ver alguns membros da Direcção da Liga mais activos.

“Os clubes não têm uma Direcção ou alguém na frente. Isso dificulta o trabalho da Liga cujo modelo organizacional é dependente da organização dos próprios clubes.

Entre outros pontos que precisa endireitar, Betinho apela a um maior apoio da parte da Cidade de Brockton (Câmara), nomeadamente no que tange a um campo de futebol em condições. A comparência do público nos jogos e nas actividades da Liga, ficou aquém do desejado.

Betinho gostaria de ver mais apoio de casas comerciais em termos de patrocínio, e maior envolvimento de entidades governamentais, por exemplo do consulado: “O ‘carimbo’ do Consulado torna o nosso trabalho mais oficial conferindo-o mais importância e visibilidade não só na nossa comunidade em Nova Inglaterra como também em Cabo Verde”.

A Liga Cabo-verdiana de Futebol nasceu de uma metamorfose natural da Liga Portuguesa conhecida como NELASA. Mas ao que parece esta designação não preocupa tanto, já que segundo Betinho, nos últimos tempos, não se tem questionado este aspecto.

Visto como uma das iniciativas mais importantes no seio da comunidade juvenil, a NELASA movimenta semanalmente mais de 400 jovens e dirigentes cabo-verdianos ligados ao futebol, esse desporto-rei que constituti um elemento catalizador da disparidade territorial dos crioulos em Massachusets e Rhode Island, quiçá em outros estados, e o sempre indispensável ponto aglutinador, (só comparado à cultura), de gerações cabo-verdianas nas terras do tio Sam.

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