| |
Empate (0-0) com pouco sabor
By Dr. Azagua
28 de Setembro, 2008
Fidjus Terra X Nos Bandera
Primeira Parte:
O duelo clássico entre o Fidjus Terra e Nos Bandera na primeira eliminatória da Taça NELASA, na presença de mais de duas centenas de expectadores no PIC Park, melhor, campo “Iáiá”, terminou (0-0) com pouco sabor antes do primeiro quarteto (15 m) da segunda parte. O trio de arbitragem decidiu, por razões óbvias, pôr termo ao jogo quando a equipa de Boston, Nos Bandera, se recusou aceitar um penalte apontado a favor da equipa da casa, Fidjus Terra.
O Nos Bandera entrou a querer mandar no jogo nos primeiros cinco minutos, mas o Fidjus Terra não se intimidou e quase colocou-se em vantagem logo aos sete minutos, por intermédio del maestro atacante, Almir Barbosa “Zorro”. O jogador do Fidjus Terra recebeu um beijo dos pés do volante experiente Julinho, viu o jovem guarda-redes Bruno à sua frente e rematou a escassos milímetros do poste direito.
Esperava-se a reacção do Nos Bandera e ela surgiu, mas o experiente guarda-redes bravense Djica evitou o golo aos dez minutos, após um remate-surpreso de Valdano na boca da área. Logo depois, o Fidjus Terra “trocou mudança” e porfiavam em busca do golo, ganharam vários cantos, enquanto a formação de Nos Bandera recuava no relvado e ficava mais vulnerável aos lances de bola parada nos flancos, afinal um dos pontos fortes da equipa de Fidjus Terra. E foi na sequência de um livre que chegou ao primeiro tento por intermédio do “Drogba” Narciso, de cabeça, mas que foi anulado pelo árbitro por interferência sobre o guarda-redes Bruno.
Fidjus Terra não baixou os braços e desfrutou de mais quatro boas ocasiões para marcar, aos 18m por Julinho, que deixou por trás duas defesas, rematou forte e à figura do jovem Bruno (figura do jogo) que desviou para canto.
Aos 28m, Almir, de novo, podia ter marcado o golo. Com mais força e rapidêz do que jeito, após ter recebido um passe de Totói, correu o flanco direito que nem um leopardo, entrou na área sózinho, e colocou a bola fora do alcance de Bruno; só que viu a bola a rolar no ‘maltratado relvado’ e a desviar, de novo, ao lado do poste.
Aos 31m e 36m Adalécio Antunes “Zico”, o melhor marcador 2008 da NELASA (vinte e tal golos), podia ter feito melhor. A primeira ocasião de golo apareceu quando o trinco do Nos Bandeira perdeu o duelo com o Zico, este fêz um passe “give and go” com o Adilson “DJ” angolano, e, com a baliza escancarada shutou por cima da barra. A segunda, uma combinação do lado direito da baliza com o Narciso, rematou ao lado.
Antes do intervalo, o super-técnico, Admilson Miranda “Zidane”, fêz um passe mortal para Valdano Teixeira que parecia estar isolado na boca da baliza. O craque e inteligente central Cristophe Antunes “Kuka”, não teve outra alternativa senão travá-lo da melhor forma. O mesmo Valdano foi apontar o livre perigoso, frontal à baliza, e viu o seu golo à vista negado pelo experiente guarda-redes Djica. Este voou e foi tocar à bola com a mão esquerda, que parecia quase que impossível, desviando-a sobre a barra.
O fim da primeira parte chegara. Um fim altamente técnico-táctico, dramático, e sem golos.
Segunda Parte:
O experiente treinador do Fidjus Terra fêz entrar el maestro, super-técnico, Cássio Ribeiro, para o lugar de Adilson “DJ” angolano que, curiosamente estava em pleno no flanco esquerdo. O jogo começou equilibrado, com algum ascendente territorial do Fidjus Terra, sobretudo quando as jogadas eram disputadas no “miolo”, mas sem brilhantismos de parte a parte, quer no que respeita à posse de bola, quer no que respeita ao controlo do meio campo adversário.
O jogo já estava quente e físico. Foi assim que numa disputa de bola no flanco direito entre o Almir e o central do Nos Bandera, Sérgio Pina, este ficou gravemente lesionado no tornozelo. O jogo ficou parado por cerca de 10 minutos e o Sérgio foi conduzido ao hospital pela ambulância.
Nesse período inicial, apareceram dois aspectos fundamentais para a definição do primeiro tempo. A dificuldade da transição defensiva do Nos Bandera, responsabilidade que cabia ao clássico polivalente salense, Rafael Ramos (sem o veterano Sérgio), em controlar a mobilidade e inspiração de Almir (enorme primeira parte) e as dificuldades do Nos Bandera em resolver adequadamente os batimentos longos de Djica. Rafael não se impôs nesta tarefa e a bola era muitas vezes disputada nas suas costas, expondo assim a zona mais recuada do Nos Bandera.
E foi assim que, por duas ocasiões, o Zico, não fosse por egoísmo, podia ter assistido dois golos à vista ao Almir e Narciso, respectivamente.
O Nos Bandera decidiu explorar o flanco direito do seu ataque e quase deu resultado. O Adilson Barbosa, veloz e técnico, surgiu por duas vezes frente ao Djica que não lhe deu chance de levantar a bandeira para festejar.
Ao minuto 15, foi a vêz do Fidjus Terra a comandar o ataque. Almir recebeu um excelente passe de Totói e ficou isolado na área. Ao fazer as movimentações no pobre terreno, hesitou-se e demorou a rematar a bola que oscilava e, por fim, acabou por bater-lhe no joelho direito e viu-a sair ao lado do poste; um golo desperdiçado. Almir caiu-se ao chão após sofrer um toque dum defesa dentro da área. O árbitro assistente (à minha frente) levantou a banderola e o árbitro assinalou o castigo máximo – penalte contra o Nos Bandera que, na realidade não existia, porque o defesa central só tocou o Almir após este ter perdido o controle da bola.
Confusão na área. Os jogadores aglomeraram-se e recusaram aceitar o castigo indicado pelo árbitro, protestando à medida em que os adeptos começaram a invadir o campo. Perante tal comportamento por parte dos jogadores, o trio de arbitragem não teve outra alternativa, senão, pôr termo ao jogo. Abandonaram o campo e foram-se embora.
As altercações continuaram entre adeptos e jogadores até que três ou quatro polícias locais e agentes tiveram que intervir. Uma agente policial - segundo algumas testemunhas oculares – usou um “mace” para dispersar a multidão que parecia negligente em obedecer às ordens.
JOGADORES: Praticamente todos os jogadores se destacaram pelo lado do Fidjus Terra. É claro que devo mencionar os que mais impacto fizeram. Eis-los: O guarda-redes Djica, Kuka, Seny, Totói, José Rui, Julinho, Almir e Adilson “DJ” (embora este foi substituido por opção técnica do treinador).
Pelo lado do Nos Bandera, o jovem guarda-redes Bruno, (que pode ter lugar no sub-21 de Cabo Verde), o clássico polivalente salense Rafael Ramos, Sérgio Pina (que infelizmente sofre grande lesão), el maestro, super-técnico, Admilson Miranda “Zidane”, e el motor Valdano Teixeira, “Ronaldinho”.
ANÁLISE:
Como jogador, treinador, árbitro (high school), espectador e adepto “fan” el numero uno Sportinguista de futebol, confesso que nem sempre é fácil aceitar algumas decisões da equipa de arbitragem, tanto nos meus jogos do Spiga Midju (recorde em golos... 101), como noutros que vejo no PIC Park, Madison, Pawtucket, Hillstrom Park, etc. Sei que não é fácil ser árbitro e sei que a maior parte das vezes nos esquecemos disso. De resto, como em qualquer área da vida, há bons e maus... árbitros, treinadores, jogadores, dirigentes... adeptos!
Seja qual fosse a decisão da equipa de abitragem (penalte neste caso), a equipa de Nos Bandera deveria aceitar as regras básicas de futebol - não recusar as decisões do árbitro, sejam elas quais forem durante o jogo.
Em suma, os jogadores não devem protestar com o árbitro, mesmo que considerem as suas decisões erradas. E os jogadores devem aceitar as vitórias e as derrotas com desportivismo.
O Futebol, como jogo que é, tem as suas regras. Regras que alguém decidiu chamar "Leis de Jogo". Como "pontapé de saída" uma questão: Qual de nós ousaria jogar "Monopólio", esse tão célebre jogo, sem conhecer as regras?!
“O Futebol, esse jogo recheado de emoções, que gera paixões e atrai multidões e que hoje movimenta milhões, não passa de isso mesmo, um jogo com regras que para se entender é preciso conhecer. Regras que visam garantir, entre outras coisas, o espectáculo, a segurança dos intervenientes, a educação, o respeito. As 17 regras, pré-estabelecidas pela FIFA com as quais todos os intervenientes, concordando ou não com elas, decidem aceitar e participar no jogo.”
Devemos aproveitar o jogo para fazer novos amigos, na equipa que defrontamos, podem surgir daí grandes amizades. Quem perde também tem sentimentos.
FIDJUS TERRA:
Treinador: Joaquim de Barros
Adilson Dos Santos, Adilson Pereira, Agnelo Ramos, Almir Barbosa, Cassio Ribeiro, Christophe Antunes, Dilceu Fortes, Euclides Dos Reis, Fernando Semedo, Gilmar Pita, Henrique Rodrigues, Indalecio Antunes, João Da Rosa, José Gonçalves, José Maria Barbosa, Leonel Tavares, Moises Gomes, Narciso Fernandes, Odair Tavares, Rui Santos, Shamir Viera, Silvio De Pina.
NOS BANDERA:
Treinador: Silvestre Vaz
Adilson Barborsa, Admilson Miranda, Admir Almeida, António Barros, Augusto Pires, Bruno Brandão, Daniel Lopes, Décio Andrade, Ebenezer Vicente Edmilson Afonso, Gerson Barbosa, Hendriks Lopes, Ibraltino Gonçalves, Jesse Palma, José De Pina, José M Pina, Luis Landim, Manuel Sanhá, Mohamed Bah, Paulo Teixeira, Rafael Ramos, Victor Silva, Wilson Monteiro.
|
|
|